sábado, 16 de outubro de 2010

De quem anda e sonha

Num olhar que se vai
Pra entreter a mirada
Num sentimento que o campo atrai
Pra estender a potrada
Que segue ao tranco e se vai

Amada me espera com o mate cevado
Que eu venho costeando um redomão
Com o coração apertado
Trazendo dois terneiros pra nossa criação
Por sobre as garra entonado

E que toco por diante meus sonhos
Nas precisões de andejar
No meu andejo e por ser domero
Ando, sonho, faço tropa
Buscando teu olhar
Só peço ao campo um tarumã por rancho
E um canto pra desencilhar

Pra quem sabe costear a esperança
Do campo que não floresce
A despacito sigo pra estância
Por saber que os sonhos não envelhecem
Pra quem não teme a distancia

Trago olhos cansados buscando o rancherio
Mirando uma tapera que me entristece
Pra chegar as casa inda falta cruzar o rio
Porque o mundo e bem maior do que parece
Nesse agosto de chuva e frio                                                                         

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