Romanceiro de um só sonho
E o tempo intenso e sentido
Do semblante guri risonho
da sede verdejante dos olhos
De um olhar ainda esquecido
E ao humilde solo bendito
As ânsias de muitas esperas
Que os luzeiros do infinito
A noite bordam um céu bonito
Pra não viver só de quimeras
E quando se fala em partida
Por certo esperando num lugar chegar
A morte e uma amarga despedida
O fim e partir pra uma nova vida
Ao longe, querência em outro lugar
Frente a crença que se desdobra
E as muitas razões do nosso andejar
Tem caminhos e horizontes de sobra
Que a vida por certo um dia nos cobra
E a de ter muitas verdades pra pagar
E tudo aquilo que nos traz ate aqui
Saberá pra onde sempre nos levar
Assim se explica esse existir
Porque o certo de ter pra onde ir
E um lugar pra enfim chegar
Que o mundo se faz de viver
A alma a de voltar pra o seio da terra
A carne e o escudo da alma a ser
Uma passagem de tempo a renascer
ao findar o lume dos olhos é vida que encerra
ao findar o lume dos olhos é vida que encerra