quinta-feira, 30 de junho de 2011

Escritas de um novo tempo

Luzeiros de olhares a mirar o horizonte largo
Uma ausência de sonhos que eu não vi
Deixaram rastros de meu tempo no passado
E uma velha saudade do que ainda não senti

Me vi frente ao tão nobre senhor da vida
Quando as folhas do outono ainda caiam ao vento
Mestre de uma nova historia ainda repetida
Escrevendo novas linhas no livro grande do tempo

Da chuva que em lagrimas adoça minha crença
Eu vou plantar minhas flores meu rude jardim
Primavera a florescer ao sol toda querencia
De um jeito muito antigo que inda guardo pra mim

O tempo desbotou o retrato da velha parede
E os recuerdos se fizeram num tom risonho
Pois se finda a distancia e a alma tem sede
Mesmo assim não se rende ao rosto tristonho

E guardar no baú da memória o mesmo passado
Pois se anda pra frente e sabe pra onde voltar
Olhar pra trás e ver-se a si, ver tudo mudado
Ver o que deixei e o que brotou no meu lugar

E se uma saudade ainda habita meu ser
E que muita coisa por certo vai ficar
Do meu passado valeu a pena todo meu viver
e todo dia renascer no silente do mesmo olhar