sábado, 6 de novembro de 2010

Lanças, anjos e almas

De tantas peleias, tu resiste na memória
Tua bravura nosso regalo
De tantos heróis nossa historia
De centauros a cavalo

Foste negro, charrua, castelhano
Bugre ou estancieiro
Trazia sina de haragano
Num semblante de guerreiro

Com a vida defendeu sua querência
Lutou pela tua terra, teus ideais  
Pra preservar sua e essencia
E matar a sede em puros mananciais

Lança, Adaga e garrucha
Trançou ferro pensando no futuro
E pra fazer a pátria gaúcha
peleou ate no escuro

Não temias a morte
Se ferido estava e ainda sangrando
Não acreditava na sorte
Continuava peleando

E por certo a guerra acabou
Do ponche verde uma bandeira de paz
Adagas e lanças ao chão
E um legado que ficou

Dos teus trapos ataduras
O sangue misturado a terra
Das trincheiras sepulturas
E o triste fim da guerra

na cruz atada lenço maragato
dadas as bênçãos do campo
Restos mortais de um farrapo
Que maneou seus encantos

Lanças anjos e almas nobres
Que brotaram das cinzas
E das cinzas ao vento e pó
E agora o campo encobre                                    

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