Levou os ferro e num relance de um laçasso
Se foi ao cogote do potro numa pegada pra cima
Viu o mundo trocar de ponta
Ao bombear por sobre as clinas
Neste medonho atropelo
A vida vai presa a um tento
Pra quem munta no puro pelo
A coragem e um sentimento
Que sobra, quando um ventena se atora
Segue no mesmo choro
Não frouxa as pua
Porque não acredita na sorte
Se o diabo costeia as macega
Tenteado a morte
Deus amadrinha a vida
Porque a fé de um campeiro
E bem mais forte
Nas botas de garrão de potro
Que vão costeando o tempo
Sinuelo pra tantos outros
Que tem a vida nas esporas, mango e um tento
Do xucrismo entreverado
Um destino aporreado
Que pega na volta e coiceia
Trás um coração palanqueado
E fibra numa rodada
Quando a coisa se enfeia
Ao toque da campana
Se esconde o toso ou pega na volta
Um grito se solta
Querendo também ginetear
Golpes e mangaços pelo ar
Baios, tordilhos, colorados
Ventenas do lombo inchado
Marcados na paleta
Bordados a no de espora
Cicatrizes das rosetas
Quando o meu mundo se atora
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