Quando o céu se fez lobuno
Da seiva pura que escorre
se derrama na quincha
se derrama na quincha
Lava o campo e a alma
Que vai amansando a vida
Na brisa mansa que acalma
A garça envolta no seu pala branco
Segue solita na espera que a cerca
Sobre a imensidão do santo campo
Que se alegra quando a chuva
em lagrimas encharca a terra
Quando topei com rodeio parado
No fundo de campo na lentidão das horas
Fui domando meus anseios na lida
pra buscar guarida a chuva chora
e uma saudade por certo esquecida
assim que moldei minha estampa
A pata de cavalo minha pampa
Um pedaço de céu por regalo
Recuerdos de guri correndo pelo banhado
Gritando com o gado num reponte de rodeio
Trazendo a sorte mal costeada
E a vida nas pernas do freio
A flor se abriu a chuva partiu
Deixando bem mais
que terra encharcada
que terra encharcada
Renovou as aguadas
E a esperança do pampa
Trouxe junto um sorriso
De um amanhecer bonito
e o ceu moldando sua estampa
Aos olhos claros do sol
Aos olhos claros do sol
Apagou o rastro do tempo
e espantou suas ânsias
ao tranquito arrebol
e espantou suas ânsias
ao tranquito arrebol
no lombo do vento
foi encurtando as distancias
foi encurtando as distancias
Nenhum comentário:
Postar um comentário