quarta-feira, 31 de agosto de 2011

domero

Um chiripa já puido
ostenta o arame do varal
tentos gastos e benzidos
de um mango, das redeas e do bocal


De um palanque palanqueando ausências 
golpes, sentadas de redomões
maneais e buçal nessa rude vivência 
de pingos pra lida e pra montarias de patrões


Nas botas de garrão de potro
aclimatado um resto de invernia
de sua essencia foram feitos outros
na mesma sede que a alma sentia


Ficaram potros na espera
de um novo setembro chegar
amansando junto as primaveras
e redomões ja prontos pra entregar


agradeceu ao sol em cada aurora
ao longo dos corredores
infindando silencio no choro das esporas
se a estrada e partida pra quem vai embora
E o caminho de pedras e flores

a vida ensaiava novos passos
mas sua historia há de ficar
partiu pra o infinito sem deixar rastro
levou cheiro de pasto 
e as mãos calejadas das rédeas de domar