num rancho cá no povoado
Sofrenei minhas ânsias
por não acreditar no destino
por não acreditar no destino
Que vinha me tenteando
a volta por ser desgarrado
a volta por ser desgarrado
Porque a vida por
matreira me fez teatino
matreira me fez teatino
Quando afrouxei as garra do pingo
Já de lombo cansado
Trouxe bota, bombacha
Um sonho encilhado
Um resto de tropa
Tenteando razões de ser
com o meu existir acolherado
com o meu existir acolherado
Um dia por certo acho um lugar
Solto o zaino no campo aberto
E costeio uma nova potrada pra encilhar
Um rancho sombra de um arvoredo, boa aguada
Uma linda pra dividir meus segredos
Pasto bueno pra alimentar a manada
Um jardim florido, mangueira de pedra moura
Sou parte do campo
Com alma presa na terra
Fiz dos meus sonhos seus encantos
Pra um quarto de lua que encerra
Pra o vento levar meu canto
Do potreiro ao corredor
Pra chegar as casa
Numa estrada de pedra e flor
Pra um mate gordo bem cevado
No aboio do gado
Que e sinuelo em volta das casa
das vaca de leite e os de canga
Mas adiante nasce o açude
Pois e onde morre a sanga
Vi pelos olhos dos meus sonhos
Que um dia volto pra laPra minha querência
Onde se faz razão a minha existência
Onde e o meu lugar
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