segunda-feira, 28 de março de 2011

a busca

Eu busco um olhar refletindo lua mansa
suja as franjas do chiripa do suor do meu cavalo
por ser tempo me fiz, estrada pra rondar as madrugadas
e quem sabe apartar saudades e um dia encontralo


por aramados de estreitos corredores
campeando o rumo de algo que se perdeu
eu bem sei que o caminho tem espinhos pedras e flores
ao longe busquei sonhos e achei bem perto dos meus


Que do fruto doce da alma eu guardo o gosto
por cestas coisas não vale de chorar
por isso sigo meus caminhos com um sorriso no rosto
Que o tempo de quando em vez tem de se amansar


que eu sempre sinta o cheiro da terra
molhada da chuva em manga
na mansidão que ronda as casa
e o berro do gado da tropa da sanga


quero ter sempre o perfume das flores
brotando silentes quando a primavera chegar
o carinho de um sorriso manso
e o infinito dos dizeres de um olhar


E a eguada siga sempre dando cria
e sempre a de ter potros para domar
e uma gana com cheiro, gosto de terra
gracias sei de onde venho e onde quero estar





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