quinta-feira, 17 de março de 2011

Do que a vida ensinou

madrugada trazia os ventos
Leve encharcado de sereno
Segundos horas e o tempo
De um mundo tão pequeno
Trazes num novo amanhecer
de chegada e sem partida
De uma tropa encordoada
campeando o cerne da vida
esquecida ja de seus rumos
hoje vive solita velha estrada
polvadeira amansa as horas
e ronda o rumo das aguadas
tanto senhora dos caminhos
que se fez inicio meio e volta
ao andante solito e cantador
tanto o campo cura e já solta
pra findar a sede da saudade
No bravio de mais um potro
segredos que guarda a porteira
pra adormecer no sonhos de outro
Quem sabe ainda se amansa
Num dia desses de primavera
pra ver um tempo novo florir
quem sabe denovo sorrir 
e ver um resto de vida,
na cicatrizes da tapera.
Quando ao longe campeou horizontes
Corredores, aramados e porteiras.
Cada passo que se vai pra frente
Mas se sabe o porquê de voltar
Do que brotou das sementes
O rastro do que se sente
palavras traduzidas num olhar
E a pergunta do livro
grande da verdade
Do que nos traz ate aqui
Revela o segredo que traduz a vida
E a resposta talvez
agente nunca há de descobrir

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