Leve encharcado de sereno
Segundos horas e o tempo
De um mundo tão pequeno
Trazes num novo amanhecer
de chegada e sem partida
de chegada e sem partida
De uma tropa encordoada
campeando o cerne da vida
esquecida ja de seus rumos
hoje vive solita velha estrada
polvadeira amansa as horas
hoje vive solita velha estrada
polvadeira amansa as horas
e ronda o rumo das aguadas
tanto senhora dos caminhos
tanto senhora dos caminhos
que se fez inicio meio e volta
ao andante solito e cantador
ao andante solito e cantador
tanto o campo cura e já solta
pra findar a sede da saudade
No bravio de mais um potro
segredos que guarda a porteira
segredos que guarda a porteira
pra adormecer no sonhos de outro
Quem sabe ainda se amansa
Num dia desses de primavera
pra ver um tempo novo florir
pra ver um tempo novo florir
quem sabe denovo sorrir
e ver um resto de vida,
na cicatrizes da tapera.
na cicatrizes da tapera.
Quando ao longe campeou horizontes
Corredores, aramados e porteiras.
Cada passo que se vai pra frente
Mas se sabe o porquê de voltar
Do que brotou das sementes
O rastro do que se sente
palavras traduzidas num olhar
E a pergunta do livro
grande da verdade
grande da verdade
Do que nos traz ate aqui
Revela o segredo que traduz a vida
E a resposta talvez
agente nunca há de descobrir
agente nunca há de descobrir
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