Se banhava na poça d água encharcada da chuva
E as lagrimas que escorrem seiva empedrada
Trazia o amargo da vida e o doce sabor da uva
Em pétalas um sorriso com jeito de mato
Que traz o gosto do beijo da flor vermelha
E se foi rio abaixo levada pela correnteza
Perdeu-se das folhas e talos que caíram da corticeira
nas flores brotadas entre as pedras da mangueira
De pétalas leves e macias toda sua essência
A de estancar a sangria e a dor dos olhos da alma
De quem vive a cavalo num resto de tropa pela querência
Numa noite de estrelas no céu que estampa luas andejas
E as saudades de muitos que la foram morar
Tocam o espelho da pampa nas águas do açude
Levaram o jeito rude e um grande vazio no seu lugar
e o vento ensaia poesias no lume das estrelas
é quando o silêncio traz palavras num olhar
assim silentes talvez por agente não velas
a boca vazia num beijo consegue mostrar
é quando o silêncio traz palavras num olhar
assim silentes talvez por agente não velas
a boca vazia num beijo consegue mostrar
E as sangas do rosto que trazem as marcas da vida
encharca o chao das retinas pra depois procurar
fica uma vontade de chorar e o gosto de outro regalo
do braço pra bota pealo e uma sombra pra apeiar
fica uma vontade de chorar e o gosto de outro regalo
do braço pra bota pealo e uma sombra pra apeiar
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