segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Entre palanque e ginete

Um aporreado se senta
Um ginete oração e tento
Do maula que bufa as venta
E nas botas as esporas que sustento

Nas mãos do palanquero
Tapeando a tala do pescoço
Que vai se ajeitando o matreiro
E o ginete faz um floreio por gosto

A campana sonando contra el viento
De um palanque basto e bocal
Gurupa ou puro pelo redeão e tento                                                                                    
E uma trança buena de um forte buçal

Palanque sustenta o reservado
Que troca orelha e se senta
Pras os dois lados manoteado
E a fé que a vida sustenta

O ginete atira o corpo pra trás
Mango e as nazarenas na paleta
Que a vida se pega no mas
E nas cicatrizes das rosetas 


A estopa velha já puída
esconde os olhos do mundo
pra quem trás ânsias escondida
tremendo o solo verde fecundo


El palanquero sustenta o cabresto 
num grito de pode solta
pra quem munta sem pretexto
encontra a vida onde ela esta


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