Minha voz ecoa no vento
Pra muitos só resta o meu silencio
Que nunca a minha face estampara um sentimento
Que eu não traga na alma e no coração
Sou como tantos outros feito de lagrimas e sorrisos
Mas na mirada que os olhos diziam coisas tristes
Vi que a tristeza existe e pra quem acha que não erra
Da chuva uma só gota e a flor morreu sem a terra
De um céu infindando matizes nas suas cores
Na pampa dos meus amores
E a poeira da estrada, senhora dos meus caminhos
Onde se tornou pétalas lindas flores
Ficando só o talo e espinhos
Essência pura do campo e cheiro da flor de pitanga
O sol queimando em brasas
Banha um sonho em águas rasas na seiva pura da sanga
Onde um abraço dizia tudo
Fechava os olhos pra o mundo
Saber de tudo eu não sei talvez nem queria
preciso do silencio de um sorriso no meu dia a dia
preciso do silencio de um sorriso no meu dia a dia
de um beijo e os mates nos fins de tardes
pra ser o que fui vou ser e o que eu era
findando o agosto e o triste da invernia
Pra setembro renascer primavera
Que alem dos sonhos existe um lugar
E mesmo olhos distantes não conseguem chegar
Me perdi por buscar a verdade
Cruzados campo e corredor a buscar felicidade
Perdidas foram uma sem saber da outra
No toque sereno do vento
Em sonhos amansando potras
Se perdendo en las noches e no tempo
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