segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O silêncio das casas velhas

Existe um silencio inquieto
Nas casas tomadas de um vazio
Ainda assim são moradas
Pra que mirou da estrada
Enxergou ao longe mas nada viu

Ainda guardam nas paredes
Sonhos e tantas historias
Velhos retratos já amarelados
Que continuam guardados
No quarto escuro da memória

Se faz vida nas floreiras das janelas
Dessas que beijam as primaveras
Na sombra grande do arvoredo
Onde também guarda segredos
Rezando pra não virar tapera

Lagrimas vertem de suas frias vidraças
Campeando o sol pra iluminar
Ou de quem passa espia pra dentro
Querendo talvez ouvir o lamento
Onde o silencio e a dor vem conversar

Das telhas de barro encanoadas
A vida nova a brincar no teu jardim
Quem sabe nesse teu tom triste
Buscando algo que ainda existe
Pra tua historia jamais ter fim

Nas trancas e rangidos dos portões
Guardam o ultimo do que se ouviu
Quem passava ao longe na sua calma
Mas em cada canto abriga as almas
De quem se fez eterno e partiu

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