segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ao florir das laranjeiras

Primavera se achegando
O tempo vem se amansando
Finzito de agosto inda frio
Na calma madrugueira
Florindo as laranjeiras
No canto que se ouviu

Tempo de esperas a rondar
Pra o inverno de novo chegar
Como se assim ainda fosse
O fruto maduro na madrugada
Se banhar no branco da geada
Pra trazer o seu gosto doce

A noite também fica faceira
No sorriso da lua romanceira
De ver as flores perfumadas
Ao andante na beira da cerca
Talvez à hora quem sabe inte perca
Mas o cheiro da flor leva na estrada

Quem sabe dias mais amenos
Da florzita se banhar no sereno
E o tempo na sua quietude florir
As vezes carregada pelo vento se finda
E sua ausência já adormecida
Espera outra vida pra de novo sorrir

Guarda o gosto da querência
Aos olhos calmos da sua essência
E o choro do vento que partiu
E alguma pétala que cai no chapéu
O resto já ressona e ganha o céu
No espelho corrente que se faz o rio

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