Nas paginas surradas de um velho caderno
escritas, pergaminhos do diario de um andante
e o tempo por ser tempo consumindo o cerno
de quem sabe que o infinito e muy distante
Quem sabe encontre no olhar dos meus caminhos
tudo aquilo que a vida guarda e ainda gosta
se no ceu o sol vive tão sozinho
a lua tem as estrelas e a noite ela se mostra
Eu que eu vivo a cruzar com a saudade
da poesia que brota da luz dos olhos teus
quem sabe consiga me encontrar nas verdades
na mansidão que rondam os sonhos meus
Eu que vivo a buscar pelas estradas
tudo aquilo que da vida se perdeu
deixando rastros e atalhos nas canhadas
e vejo que o tempo não me esqueceu
pra o andejo basta o campo por morada
um pouco de mim deixo em cada lugar
bordando a terra de noites enluaradas
ver a flor na madrugada no sereno se banhar
Eu vi o sorriso tão lindo da moça na janela
colhi geadas dos invernos aquerenciadas ao bichara
e a tristeza contida nas trancas da cancela
nas primaveras novo pasto e tantas flores a brotar
De um sol veraneiro e alma de andante
mirar o ceu noiteiro os rios e as invernadas
pedras, flores e as chuvas andejantes
e o impeçar distante do sem fim dessas estradas
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